quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Find Your Greatness: Nike contra a ditadura das Olimpíadas



Os Jogos Olímpicos são um dos eventos mais esperados e assistidos do mundo; e também um palco de disputas entre as grandes marcas mundialmente conhecidas. São milhares de dólares investidos pelas empresas para se exibirem como patrocinadores oficiais das Olimpíadas. Visa, Adidas, Coca-Cola, P&G e Mc Donalds, que  por sinal tem seu patrocínio muito questionado por ser "não-saudável", são um dos exemplos dos que estão em Londres 2012. 

A questão não é apenas mostrar suas logos e slogans para o mundo inteiro, os patrocínios acabam criando uma ditadura em meio a jogos tradicionais e dignos de serem chamados 'democráticos'. Pelo menos é isso o que está acontecendo em Londres: camisas de marcas rivais aos patrocinadores são proibidas dentro dos estádios e arenas olímpicas, de acordo com o comitê organizador. Além disso, essas marcas rivais são proibidas de fazer alusão às Olimpíadas em seus anúncios, comerciais, produtos, etc.

Mas é claro que grandes marcas não iriam perder essa ótima oportunidade para se promoverem. A Nike, cuja batalha com a Adidas é uma das mais bonitas de ser ver ao ser levado em conta suas publicidades, desconsiderou as regras e fez uma campanha que retrata, de uma certa forma, o jogos olímpicos. Intitulada "Find your greatness" - encontre sua grandeza, em português -, a campanha mostra atletas amadores ao redor do mundo e que qualquer lugar pode se chamar Londres. 


Além do vídeo principal, Find Your Greatness conta com outros pequenos filmes de diversas modalidades esportivas, como futebol, basebal, skate, basquete, boxe e rugby. 



quarta-feira, 25 de julho de 2012

P&G em Londres 2012

A P&G, Procter & Gamble, lançou em abril deste ano a sua maior campanha global, que marcou o patrocínio da empresa aos Jogos Olímpicos de Londres. Intitulada "Obrigado, mãe!", a campanha emocionou muita gente com vídeos que mostravam o melhor trabalho do mundo, o trabalho da mãe. 



Para continuar com a estratégia, a P&G fez algo à la programa esportivo de domingo: levar as mães dos atletas para acompanharem os filhos durante os jogos. A ideia a ser realizada nas próximas semanas - já que o jogos começam oficialmente dia 26 - não é apenas levar as mães para verem seus filhos brilharem nos jogos, mas mostrar suas marcas através da Casa P&G, na qual as mães ficarão hospedadas.

Funciona da seguinte maneira: diferentes marcas da empresa terão seus espaços para a promoção dos produtos dentro da casa. É como se cada cômodo fosse de uma determinada marca, como uma sala Pampers ou um banheiro Gillete (não sendo necessariamente assim). A intenção da empresa é associar sua marca à ideia de família, afeto e carinho, algo que a gente já podia perceber pelos seus vídeos.


A Family Home ficará aberta por 17 dias e espera receber cerda de 3 mil pessoas. Outras estratégias da empresa para os Jogos Olímpicos será levar torcedores para os jogos através de campanhas na internet e também a instalação de uma lavanderia da marca Ariel no centro de treinamento brasileiro.


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Jasão e Medea

Medea, ou Medéia, é uma fascinante personagem da mitologia grega filha do rei da Cólquida, Eetes. Em suas histórias, a bela  "feiticeira" desenvolve diversos sentimentos contraditórios e cruéis. Já Jasão é filho de Esão e heroi de Tessália (Grécia), que teve a missão de roubar o Tosão - ou Velo - de Ouro da distante Cólquida. E aí que a história dos dois se unem: quando Jasão viaja até a cidade de Medea, os dois tem um romance e a jovem foge com ele, sendo, anos depois, abandonada pelo mesmo.

Jasão e os argonautas, de Don Chaffey, representa a missão que Jasão recebeu, os desafios e as peripécias enfrentadas por ele. O filme e o conto de Jasão não possuem muitas diferenças, havendo dessemelhanças até mesmo dentro da própria mitologia grega. A história de Jasão contada pela cultura grega tem basicamente o mesmo enfoque do filme: a aventura do personagem em sua busca pelo Tosão de Ouro para tomar de volta o trono em Iolco. Além disso, em ambos Medea não é "tão" importante assim, sendo apenas uma segunda figura na montagem do enredo.

Cartaz do filme Jasão e os argonautas


No entanto, a história de Medea gira em torno de seu amado. No longa Medea, de Pier Paolo Pasolini, que retrata sua trágica existência, a feiticeira mata seu próprio irmão para fugir com Jasão após ele roubar o Tosão de Ouro de seu pai. Anos depois, Jasão a larga para se casar com a jovem e bela filha do rei de Creone e, então, Medea planeja sua vingança. Assim como na história de Jasão, o enfoque da mitologia grega é o mesmo que o do filme - a vingança de Medea -, e também há contradições nos contos da mitologia. Uma delas é que Medea mata a filha de Creone e os próprios filhos que teve com Jasão, enquanto outros contos da cultura grega contam que um filho de Jasão sobrevive e torna-se rei.


A atriz Maria Callas no papel de Medea


Ambos os filmes são da década de 1960 e pode-se perceber que suas relações com os contos são bem próximas. Os dois longas também representam as histórias de Jasão e Medea de uma forma muito semelhante ao que está nos livros. 


segunda-feira, 28 de maio de 2012

O filho de Zeus

Todos já ouviram falar dele, seja pelo seriado, filme ou o desenho que passava todos os sábados (??) de manhã. Herácles, ou Hércules (seu nome romano e ocidental), é o forte e sagaz filho de Zeus. Conhecido por suas fábulas, como as que mata a Hidra de Lerna - uma serpente com o corpo de dragão - e o gigante Gerião - um monstro de três corpos, seis braços e seis asas -, Hércules é representado no cinema em dois filmes por mim analisados: a animação Hércules, de 1997 e o filme Hércules, de Roger Young (2005). 

 Hércules, interpretado no seriado de mesmo nome pelo norte-americano Kevin Sorbo

Dá para perceber só pelo público (um desenho e outro ação/aventura) que a abordagem dos dois filmes são bastante diferentes. Enquanto um explora mais a questão do infantil, lição de moral, divertimento de crianças e adultos - é um filme da Disney -, o outro aborda mais a trajetória violenta de Hercules, suas ações, emoções, sua vida valente. No entanto, não é isso que chama mais atenção na diferença entre os dois filmes, mas sim o fato da contradição existente entre as duas histórias. No filme infantil, Hércules é filho da deusa Hera, esposa de Zeus, enqunato na história do semideus retratada no filme de Young e em contos e livros, tanto na cultura grega quanto romana, Hércules é  filho da mortal Alcmena com Zeus. Ao adaptar a história, a Disney talvez não queria mostrar a história de um filho fruto de um relacionamento adúltero.

 Hércules do filme da Disney

Outra diferença entre o filme de 1997 e o de 2005/contos é a perseguição que Hércules sofre durante sua vida. Na animação, o semideus é perseguido por Hades, irmão ciumento de Zeus, que tenta matar Hércules pelo fato de ele ser seu único capaz de impedir o deus do mundo inferior de libertar os Titãs e dominar o Olimpo. Já nos livros, é Hera quem persegue e tenta matar Hércules. Tomada pelo ciúmes e raiva do filho bastardo de Zeus, a deusa impõe diversos obstáculos e desafios na vida de Herácles na tentantiva de matá-lo.

Hércules do filme de mesmo nome, de Roger Young

Abaixo os trailers dos dois filmes.

Hércules (1997)




Hércules (2005)


*A incorporação do vídeo foi desativada

terça-feira, 15 de maio de 2012

Playboy Tweetgrid

O Twitter é um meio fácil de se ter contato direto com o consumidor, além de ser  um pouco inovador no que se refere às campanhas interativas (não, não me esqueci do Facebook). É o que mostra a campanha Tweetgrid da Playboy. Para aumentar a sua presença na rede social e conseguir mais seguidores, a revista criou álbuns no seu novo perfil no Twitter com fotos exclusivas do ensaio da modelo argentina María Paz Delgado que só seriam reveladas de acordo com a participação dos usuários. O álbum era em formato de mosaico e, de acordo com o número de retweets que as pessoas dessem, novas imagens eram adicionadas, revelando o corpo da modelo.

Criada pela agência GREYGroup, de Buenos Aires, a ação foge daquele convencional "Twitter Patrocinado", no qual uma empresa contrata alguma celebridade e ela, por sua vez, divulga a marca em seus tweets - o que a Claro fez em parceria com Ronaldo Fenômeno, por exemplo.

A campanha em questão aconteceu durante a apresentação da modelo em um programa de TV argentino, também tendo repercussão em diversos países, como Chile, Canadá e Rússia.




segunda-feira, 14 de maio de 2012

O nome dela é Helena

O nome dela é Helena. Não, não é a Helena Corrêa. A personagem lendária, dona de uma beleza excepcional e grandiosa, despertou paixão nos mais diversos homens e causou uma das guerras mais famosas da história grega. A Guerra de Troia, retratada nos contos de Homero, começou quando o troiano Páris, filho de Príamo de Troia, raptou a mulher mais bela do mundo - Helena. Casada com Menelau, rei de Esparta, o rei declarou guerra à Troia devido ao ato ultrajante de Páris. 

 
Helena do filme Helena de Troia, interpretada pela italiana Rosana Potestà


A história de Helena é contada em dois filmes propostos por mim em meu plano de trabalho. O primeiro, Helena de Troia (Helen of Troy), de 1956; e o segundo Troia (Troy), de 2004. Os dois definitivamente possui abordagens diferentes: enquanto o primeiro foca mais na relação de amor entre Helena e Páris, na história entre os dois, o segundo mostra mais a guerra, as batalhas - talvez por ser um filme que considerado mais comercial.


Páris, interpretado pelo ator Orlando Bloom no filme Troia, 2004.

Além disso, as histórias são um pouco diferente uma das outras e em relação aos contos em livros. No filme Helena de Troia, Páris conhece sua amada após ser salvo pelos espartanos de um naufrágio. Em Troia, não fica explícito o modo como os dois se conhecem, mas pode-se deduzir que Páris foi convidado por Menelau para ser seu hóspede, sem citar nenhum naufrágio. No livros e contos, porém, a história da guerra começa quando as deusas Afrodite, Atenas e Hera tentaram possuir a maça de ouro oferecida por Eris, a deusa da discórdia. Zeus, então, convocou Páris, o homem mais bonito, a escolher qual das três deusas era a mais bonita. Cada uma delas ofereceu algo ao homem e ele escolheu Afrodite, que lhe ofereceu o amor da mulher mais bela do mundo (vocês lembram qual é). Páris foi à Esparta conquistar a mulher amada (novamente, nenhum naufrágio é citado) e é convidado de Menelau, assim como no filme Troia. 

Embora com suas divergências, a história é sempre interessante. Retratada de um modo ou de outra, a guerra causada por Helena ainda tem muitos aspectos a serem explorados e desenvolvidos, seja no amor, na batalha, no ódio ou até na ambição dos deuses. 

Abaixo os trailers de Helena de Troia e de Troia








Fonte: SOUSA, Rainer. Guerra de Troia. Disponível em <www.brasilescola.com/historiag/guerra-de-troia.htm> 2012


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Release the Kraken!!


Cena do filme Fúria de Titãs


Alguns não conhecem, outros já ouviram falar. O Kraken, conhecido como parte da mitologia grega, é  um polvo/lula gingante nascido da carne do deus do mundo inferior, Hades, com membros humanos e que habita uma caverna submersa. Sua história está diretamente ligada com a história de Perseu, semi-deus filho de Zeus, deus dos céus, e da mortal Dânae, pois é ele o responsável por sua morte de acordo com a cultura grega. 



Imagem do Kraken de acordo com a mitologia grega

Temido por deuses e humanos, o monstro é responsável pela destruição de cidades inteiras. No filme Fúria de Titãs (Clash of Titans) de 2010, o Kraken aparece como o responsável pelo fim da era dos Titãs - reinada por Cronos, pai de Zeus, Hades e Poseidon, o rei dos mares. Na história, Hades ainda usa da figura para ameaçar os humanos com a destruição da cidade de Argos. Perseu tenta impedir a destruição da cidade e sai em busca da única coisa capaz de matar o Kraken: Medusa. Somente ela ou sua cabeça podem destruir o Kraken porque, além de possuir uma força invencível por qualquer mortal - e ouso dizer que alguns não-mortais também -, ele tem uma armadura impenetrável. O fato de Medusa ser capaz de transformar em pedra qualquer um que olhasse diretamente em seus olhos é que a faz capaz de matar o monstro grego.


Cena do filme Fúria de Titãs

O monstro não é uma figura unicamente da cultura grega, também aparecendo no folclore nórdico como destruidor de navios. A exemplo, ele aparece no filme Piratas do Caribe - O Baú da Morte (Pirates of Caribbean - Dead Man's Chest, 2006) sob o comando de Davy Jones, capitão do Holandês Voador.





Cena do filme Piratas do Caribe - o Baú da Morte