segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Neymar, o jogador Propaganda

Essa última quinzena de trabalho foi dedicada à conclusão das pesquisas, faltando apenas seu fechamento e a preparação da apresentação final. Porém, neste último post, destacarei algo que não está em meu trabalho, mas que merece ser lembrado: Neymar, o todo poderoso chefão do futebol que vem transformando o cenário da publicidade no mundo futebolístico.

Neymar atraiu todos os olhares com o seu talento excepcional e suas conquistas pelo Santos - como o Campeonato Paulista e a Taça Libertadores. Desde então, o menino da vila é 'o centro do futebol brasileiro', sendo assediado tanto por fãs quanto por repórteres.

Tanta fama fez de Neymar uma empresa. Hoje, o atacante ganha mais com a exibição de sua imagem do que como jogador do Santos. O garoto é patrocinado pela Red Bull, Nextel, Tenys Pé (sendo que estas três marcas pagam parte de seu salário) e Nike, além de fazer comerciais para Seara, Lupo e Panasonic. Os diversos patrocinadores e o contrato que Neymar fechou com o Santos até 2014 fazem dele o oitavo jogador mais bem pago do mundo.






E não é só o Neymar que ganha com tudo isso. O seu time, Santos, tem muito o que aproveitar. Com a exibição mundial de Neymar, o Santos tornou-se um time visado pelas empresas. A Umbro, por exemplo, é a atual patrocinadora e fabricante do uniforme do time. Como seu contrato vence no final deste ano, outras marcas, como Nike e Topper, apresentaram propostas de contrato para tornarem-se patrocinadores oficiais do clube do Todo Poderoso.

Não resta nenhuma dúvida. Além de bom jogador, Neymar é uma empresa que gera grandes lucros.. e uma propaganda eficiente. Vale a pena investir.

Abaixo, três comerciais feitos pelo jogador. O primeiro da Seara, ao lado dos jogadores Ganso e Robinho; o segundo da Nextel; e o terceiro da Nike.




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"A torcida conhece essa marca... Os clientes confiam nesse banco"

Durante essa penúltima quinzena de trabalho, procurei aprofundar mais no sub-tema 'marcas anunciantes' e, nesse processo, especifiquei mais no marketing no Brasil. A publicidade futebolística no país pode não ser tão explorada como na Europa (fato que, como dito no segundo post, está mudando), mas se tem uma marca que vem se destacando muito nesse meio é o Banco BMG.

Atualmente, o banco mineiro patrocina grandes clubes da série A, tais como São Paulo, Cruzeiro, Atlético-MG, Coritiba e Santos; e alguns da série B e C. Ao todo, são 27 times exibindo, de alguma forma, o laranjão com as três letras da empresa Brasil afora.


Nem sempre esses contratos de patrocínio é válido para uma temporada inteira. Ocorre de muitas vezes o banco estampar sua marca na camisa do time durante apenas um jogo, como finais de campeonatos e clássicos.

Embora seus grandes patrocínios e o alcance nacional de sua marca, o BMG sofre várias críticas em relação à essa questão. Muitos questionam o fato de ele patrocinar times rivais - como Atlético-MG e Cruzeiro - e discutem se isso é ou não ético (vale lembrar que no post anterior destaquei o fato de que a rivalidade entre Nike e Adidas é representada também nos clubes patrocinados pelas empresas).
Além disso, alguns afirmam que a empresa não gasta para expor sua marca, mas sim lucra com isso, seja nas dívidas que os clubes tem ou no empréstimo feito pelo banco com altas taxas de juros.

Sendo ético ou não, parece que o BMG alcançou sua meta. Afinal, "a torcida conhece essa marca...", gostando ou não.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

As eleições presidenciais de 89 foram marcantes para história do Brasil. Além de representar a volta da tão esperada eleição direta para a Presidência da República, depois de três décadas de regime ditatorial, foi a primeira a ser realizada no país integrado por uma indústria de comunicação centrada na televisão. Foram utilizados nela os métodos até então mais avançados de marketing político.


235 emissoras, cinco redes nacionais e 25 milhões de aparelhos receptores. Era claro que o eleitor brasileiro tinha grande intimidade com a linguagem televisiva. O que tornou o meio decisivo em todo o processo eleitoral, e também nas polêmicas que o sucederam e são até hoje incansavelmente discutidas.


“Tal abrangência tornou os meios de comunicação de massa não só um ambiente delimitado e altamente competitivo para a veiculação das campanhas, mas também um agente de representação da política na esfera pública.” (MATTOS, 1994).


É consenso a grande habilidade nesse setor do vencedor Collor. Mediante eficiente estratégia de marketing adaptando sua imagem pública ao ‘perfil ideal’ de político, impôs-se ao candidato ‘moderno’ ser o único capaz de encarnar e representar os interesses da nação. Articulando assim seu apoio e conquistando os votos ‘não-ideológicos’ dos eleitores que lhe garantiram a vitória.

Quanto as polêmicas e denúncias desta eleição, que envolveu principalmente a disputa entre Lula e Collor até o segundo turno, deixo o respectivo vídeo.




Como curiosidade, deixo a tentativa de candidatura de Silvio Santos, que por força maior foi barrada as vésperas da eleição pelo TSE. Com pesquisas da época o dando enorme vantagem contra Collor. No vídeo o candidato ensina o eleitor a votar corretamente, já que devido a filiação as pressas ao novo partido Silvio Santos havia tomado lugar de Armando Corrêa e seu respectivo nome na cédula.


Inimigos Públicos

Quando se pensa em publicidade no futebol, muitas vezes nos limitamos ao patrocínios dos clubes ou aos das competições esportivas. Porém a relação futebol e publicidade vai muito além disso, como mostrado em meu primeiro post. E pesquisando mais sobre a diversidade desse assunto, deparei-me com algo interessante - e que a maioria de vocês já conhecem: a rivalidade entre Nike e Adidas.

É como um clássico futebolístico, um Cruzeiro x Atlético, Manchester United x Liverpool, Brasil x Argentina (inclusive as empresas exploram essa rivalidade, sendo a Nike patrocinadora do Brasil e a Adidas, da Argentina). A rivalidade das duas empresas é tanta que estende-se à jogadores - não só de futebol, como também de tênis, por exemplo -e às seleções. A disputa entre a duas equivale à milhões de dólares. E, acredite, não são só as empresas citadas que tiram proveito dessa rivalidade, várias outras também. Por exemplo, a marca de refrigerantes Pepsi explorou essa rivalidade (não só a dela como também a entre Real Madrid e Manchester United) no comercial abaixo.



No comercial do Guaraná Antártica, o jogador Kaká, que é patrocinado pela Adidas, aparece sem a logo da Nike, patrocinadora da Seleção Brasileira.




Até o Greenpeace se beneficiou com essa concorrência. Atualmente, a organização não-governamental lançou uma campanha na qual desafia as duas marcas, querendo saber qual delas irá se mobilizar primeiro sobre questão da poluição dos rios, lagos e reservatórios da China.



Dá pra perceber, assim, que é uma rivalidade fora dos campos, que entra em campo e, no final, acaba parando nas propagandas (meio confuso, né?). Mas é isso mesmo que ocorre. Há, ainda, uma disputa entre as empresas para ver quem 'possui a melhor propaganda'. E, para finalizar, dois desses comerciais, um da Adidas (Is all in) e outro da Nike (Write de Future).





segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Não é apenas uma camisa

O patrocínio de camisas dos clubes é considerado como ‘a espinha dorsal da receita dos clubes’, uma vez que é uma de suas maiores fontes de renda. Esse tipo de patrocínio tem longa duração e grande exposição na mídia.

Um dos times internacionais de maior destaque midiático e, conseqüentemente, que obtêm um dos maiores patrocínios é o Manchester United. Em 2010, o time inglês arrecadou R$ 56 milhões (o mesmo valor arrecadado pelo Liverpool no mesmo ano) somente com seu patrocínio da corretora de seguros AON, que tem vínculo com o clube até hoje.

Os times brasileiros, por sua vez, possuem valores mais modestos do que os europeus. Porém esse fato está mudando. O futebol brasileiro já é o 3º que mais arrecada com patrocínio de camisas, atrás apenas do inglês e do alemão.



O Corinthians é o time brasileiro que mais arrecadou dinheiro com o marketing nos últimos dois anos. Devido ao ano de seu centenário, à chegada de jogadores como Ronaldo Fenômeno e Adriano e à pulverização de patrocínios que existe dentro da camisa, as empresas investiram no patrocínio do time, fazendo dele o único clube brasileiro entra os seis que mais lucraram.


O Corinthians, ainda, é um dos principais responsáveis por impulsionar o mercado nacional. O Brasil não ficava no ranking - nem entre os oito melhores - há três anos.

Mesmo com esse aumento no número de arrecadação a partir do marketing dos clubes brasileiros, vale ressaltar que os clubes europeus só possuem um ponto de patrocínio em suas camisas - no peito -, enquanto os brasileiros possuem diversos, tais como no calção, na manga e na parte de trás do uniforme. Veja a comparação da camisa do Corinthians 2010 e na do Manchester United 2010/2011.



Há a previsão de crescimento ainda maior no valor de arrecadação dos clubes brasileiros nos próximos anos, principalmente devido à Copa do Mundo de 2014, que ocorrerá no Brasil. "O mercado brasileiro já é uma plataforma efetiva para patrocinadores e as previsões são ainda mais positivas. Em breve, estará ainda mais próximo da Premier League (Campeonato Inglês) e da Bundesliga (Campeonato Alemão). Tem ainda a Copa, que trará mais exposição internacional para este mercado.", disse Cesar Gualdani, do Sport + Markt.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O futebol é um esporte que move multidões por todo o país e pelo mundo. Milhões de fãs vibram e acompanham seus times dentro e fora do gramado e, assim, o esporte tornou-se um verdadeiro campo de publicidade, no qual empresas anunciam e jogadores expõem-se para vender marcas e produtos.

Os meios para se anunciar no futebol são diversos. O patrocínio de clubes, por exemplo, varia entre ter a marca estampada no uniforme do time ou simplesmente ter o nome da empresa mostrado em painéis nos centros de treinamento ou em entrevistas.

O patrocínio de competições desportivas ocorre de forma semelhante. Painéis nas laterais do gramado exibem os nomes das empresas anunciantes e outros são colocados durante as entrevistas coletivas. Campeonatos ganham nomes de empresas - como ocorre na Copa Santander Libertadores - e, além disto, os anunciantes tem o direito de exibir em seus comerciais que são patrocinadores oficiais, tal como ocorre nas propagandas do Mcdonalds, patrocinador oficial da Copa do Mundo (no comercial abaixo, a de 1994).



Uma outra maneira de divulgação são as propagandas exibidas durante os intervalos comerciais. Porém, na maioria das vezes, esse tipo de anúncio está vinculado não à competição, mas sim ao canal televisivo ou rádio que transmitem os jogos.

As empresas podem, ainda, patrocinar determinados jogadores, pagando-lhes para que exibam seus produtos ou para apenas para fazerem algum comercial. A Claro, por exemplo, paga a Ronaldo Fenômeno para ter sua marca exibida no seu perfil do Twitter.

Desse modo, pode-se perceber que a publicidade está mais evidente no futebol do que muitos imaginam. Empresas pagam valores absurdos para exibirem seus nomes e, com isso, não só auxiliam na questão financeira do clube como também ampliam o universo publicitário.