As eleições presidenciais de 89 foram marcantes para história do Brasil. Além de representar a volta da tão esperada eleição direta para a Presidência da República, depois de três décadas de regime ditatorial, foi a primeira a ser realizada no país integrado por uma indústria de comunicação centrada na televisão. Foram utilizados nela os métodos até então mais avançados de marketing político.
235 emissoras, cinco redes nacionais e 25 milhões de aparelhos receptores. Era claro que o eleitor brasileiro tinha grande intimidade com a linguagem televisiva. O que tornou o meio decisivo em todo o processo eleitoral, e também nas polêmicas que o sucederam e são até hoje incansavelmente discutidas.
“Tal abrangência tornou os meios de comunicação de massa não só um ambiente delimitado e altamente competitivo para a veiculação das campanhas, mas também um agente de representação da política na esfera pública.” (MATTOS, 1994).
É consenso a grande habilidade nesse setor do vencedor Collor. Mediante eficiente estratégia de marketing adaptando sua imagem pública ao ‘perfil ideal’ de político, impôs-se ao candidato ‘moderno’ ser o único capaz de encarnar e representar os interesses da nação. Articulando assim seu apoio e conquistando os votos ‘não-ideológicos’ dos eleitores que lhe garantiram a vitória.
Quanto as polêmicas e denúncias desta eleição, que envolveu principalmente a disputa entre Lula e Collor até o segundo turno, deixo o respectivo vídeo.


