segunda-feira, 24 de outubro de 2011

As eleições presidenciais de 89 foram marcantes para história do Brasil. Além de representar a volta da tão esperada eleição direta para a Presidência da República, depois de três décadas de regime ditatorial, foi a primeira a ser realizada no país integrado por uma indústria de comunicação centrada na televisão. Foram utilizados nela os métodos até então mais avançados de marketing político.


235 emissoras, cinco redes nacionais e 25 milhões de aparelhos receptores. Era claro que o eleitor brasileiro tinha grande intimidade com a linguagem televisiva. O que tornou o meio decisivo em todo o processo eleitoral, e também nas polêmicas que o sucederam e são até hoje incansavelmente discutidas.


“Tal abrangência tornou os meios de comunicação de massa não só um ambiente delimitado e altamente competitivo para a veiculação das campanhas, mas também um agente de representação da política na esfera pública.” (MATTOS, 1994).


É consenso a grande habilidade nesse setor do vencedor Collor. Mediante eficiente estratégia de marketing adaptando sua imagem pública ao ‘perfil ideal’ de político, impôs-se ao candidato ‘moderno’ ser o único capaz de encarnar e representar os interesses da nação. Articulando assim seu apoio e conquistando os votos ‘não-ideológicos’ dos eleitores que lhe garantiram a vitória.

Quanto as polêmicas e denúncias desta eleição, que envolveu principalmente a disputa entre Lula e Collor até o segundo turno, deixo o respectivo vídeo.




Como curiosidade, deixo a tentativa de candidatura de Silvio Santos, que por força maior foi barrada as vésperas da eleição pelo TSE. Com pesquisas da época o dando enorme vantagem contra Collor. No vídeo o candidato ensina o eleitor a votar corretamente, já que devido a filiação as pressas ao novo partido Silvio Santos havia tomado lugar de Armando Corrêa e seu respectivo nome na cédula.


Inimigos Públicos

Quando se pensa em publicidade no futebol, muitas vezes nos limitamos ao patrocínios dos clubes ou aos das competições esportivas. Porém a relação futebol e publicidade vai muito além disso, como mostrado em meu primeiro post. E pesquisando mais sobre a diversidade desse assunto, deparei-me com algo interessante - e que a maioria de vocês já conhecem: a rivalidade entre Nike e Adidas.

É como um clássico futebolístico, um Cruzeiro x Atlético, Manchester United x Liverpool, Brasil x Argentina (inclusive as empresas exploram essa rivalidade, sendo a Nike patrocinadora do Brasil e a Adidas, da Argentina). A rivalidade das duas empresas é tanta que estende-se à jogadores - não só de futebol, como também de tênis, por exemplo -e às seleções. A disputa entre a duas equivale à milhões de dólares. E, acredite, não são só as empresas citadas que tiram proveito dessa rivalidade, várias outras também. Por exemplo, a marca de refrigerantes Pepsi explorou essa rivalidade (não só a dela como também a entre Real Madrid e Manchester United) no comercial abaixo.



No comercial do Guaraná Antártica, o jogador Kaká, que é patrocinado pela Adidas, aparece sem a logo da Nike, patrocinadora da Seleção Brasileira.




Até o Greenpeace se beneficiou com essa concorrência. Atualmente, a organização não-governamental lançou uma campanha na qual desafia as duas marcas, querendo saber qual delas irá se mobilizar primeiro sobre questão da poluição dos rios, lagos e reservatórios da China.



Dá pra perceber, assim, que é uma rivalidade fora dos campos, que entra em campo e, no final, acaba parando nas propagandas (meio confuso, né?). Mas é isso mesmo que ocorre. Há, ainda, uma disputa entre as empresas para ver quem 'possui a melhor propaganda'. E, para finalizar, dois desses comerciais, um da Adidas (Is all in) e outro da Nike (Write de Future).





segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Não é apenas uma camisa

O patrocínio de camisas dos clubes é considerado como ‘a espinha dorsal da receita dos clubes’, uma vez que é uma de suas maiores fontes de renda. Esse tipo de patrocínio tem longa duração e grande exposição na mídia.

Um dos times internacionais de maior destaque midiático e, conseqüentemente, que obtêm um dos maiores patrocínios é o Manchester United. Em 2010, o time inglês arrecadou R$ 56 milhões (o mesmo valor arrecadado pelo Liverpool no mesmo ano) somente com seu patrocínio da corretora de seguros AON, que tem vínculo com o clube até hoje.

Os times brasileiros, por sua vez, possuem valores mais modestos do que os europeus. Porém esse fato está mudando. O futebol brasileiro já é o 3º que mais arrecada com patrocínio de camisas, atrás apenas do inglês e do alemão.



O Corinthians é o time brasileiro que mais arrecadou dinheiro com o marketing nos últimos dois anos. Devido ao ano de seu centenário, à chegada de jogadores como Ronaldo Fenômeno e Adriano e à pulverização de patrocínios que existe dentro da camisa, as empresas investiram no patrocínio do time, fazendo dele o único clube brasileiro entra os seis que mais lucraram.


O Corinthians, ainda, é um dos principais responsáveis por impulsionar o mercado nacional. O Brasil não ficava no ranking - nem entre os oito melhores - há três anos.

Mesmo com esse aumento no número de arrecadação a partir do marketing dos clubes brasileiros, vale ressaltar que os clubes europeus só possuem um ponto de patrocínio em suas camisas - no peito -, enquanto os brasileiros possuem diversos, tais como no calção, na manga e na parte de trás do uniforme. Veja a comparação da camisa do Corinthians 2010 e na do Manchester United 2010/2011.



Há a previsão de crescimento ainda maior no valor de arrecadação dos clubes brasileiros nos próximos anos, principalmente devido à Copa do Mundo de 2014, que ocorrerá no Brasil. "O mercado brasileiro já é uma plataforma efetiva para patrocinadores e as previsões são ainda mais positivas. Em breve, estará ainda mais próximo da Premier League (Campeonato Inglês) e da Bundesliga (Campeonato Alemão). Tem ainda a Copa, que trará mais exposição internacional para este mercado.", disse Cesar Gualdani, do Sport + Markt.