segunda-feira, 28 de maio de 2012

O filho de Zeus

Todos já ouviram falar dele, seja pelo seriado, filme ou o desenho que passava todos os sábados (??) de manhã. Herácles, ou Hércules (seu nome romano e ocidental), é o forte e sagaz filho de Zeus. Conhecido por suas fábulas, como as que mata a Hidra de Lerna - uma serpente com o corpo de dragão - e o gigante Gerião - um monstro de três corpos, seis braços e seis asas -, Hércules é representado no cinema em dois filmes por mim analisados: a animação Hércules, de 1997 e o filme Hércules, de Roger Young (2005). 

 Hércules, interpretado no seriado de mesmo nome pelo norte-americano Kevin Sorbo

Dá para perceber só pelo público (um desenho e outro ação/aventura) que a abordagem dos dois filmes são bastante diferentes. Enquanto um explora mais a questão do infantil, lição de moral, divertimento de crianças e adultos - é um filme da Disney -, o outro aborda mais a trajetória violenta de Hercules, suas ações, emoções, sua vida valente. No entanto, não é isso que chama mais atenção na diferença entre os dois filmes, mas sim o fato da contradição existente entre as duas histórias. No filme infantil, Hércules é filho da deusa Hera, esposa de Zeus, enqunato na história do semideus retratada no filme de Young e em contos e livros, tanto na cultura grega quanto romana, Hércules é  filho da mortal Alcmena com Zeus. Ao adaptar a história, a Disney talvez não queria mostrar a história de um filho fruto de um relacionamento adúltero.

 Hércules do filme da Disney

Outra diferença entre o filme de 1997 e o de 2005/contos é a perseguição que Hércules sofre durante sua vida. Na animação, o semideus é perseguido por Hades, irmão ciumento de Zeus, que tenta matar Hércules pelo fato de ele ser seu único capaz de impedir o deus do mundo inferior de libertar os Titãs e dominar o Olimpo. Já nos livros, é Hera quem persegue e tenta matar Hércules. Tomada pelo ciúmes e raiva do filho bastardo de Zeus, a deusa impõe diversos obstáculos e desafios na vida de Herácles na tentantiva de matá-lo.

Hércules do filme de mesmo nome, de Roger Young

Abaixo os trailers dos dois filmes.

Hércules (1997)




Hércules (2005)


*A incorporação do vídeo foi desativada

terça-feira, 15 de maio de 2012

Playboy Tweetgrid

O Twitter é um meio fácil de se ter contato direto com o consumidor, além de ser  um pouco inovador no que se refere às campanhas interativas (não, não me esqueci do Facebook). É o que mostra a campanha Tweetgrid da Playboy. Para aumentar a sua presença na rede social e conseguir mais seguidores, a revista criou álbuns no seu novo perfil no Twitter com fotos exclusivas do ensaio da modelo argentina María Paz Delgado que só seriam reveladas de acordo com a participação dos usuários. O álbum era em formato de mosaico e, de acordo com o número de retweets que as pessoas dessem, novas imagens eram adicionadas, revelando o corpo da modelo.

Criada pela agência GREYGroup, de Buenos Aires, a ação foge daquele convencional "Twitter Patrocinado", no qual uma empresa contrata alguma celebridade e ela, por sua vez, divulga a marca em seus tweets - o que a Claro fez em parceria com Ronaldo Fenômeno, por exemplo.

A campanha em questão aconteceu durante a apresentação da modelo em um programa de TV argentino, também tendo repercussão em diversos países, como Chile, Canadá e Rússia.




segunda-feira, 14 de maio de 2012

O nome dela é Helena

O nome dela é Helena. Não, não é a Helena Corrêa. A personagem lendária, dona de uma beleza excepcional e grandiosa, despertou paixão nos mais diversos homens e causou uma das guerras mais famosas da história grega. A Guerra de Troia, retratada nos contos de Homero, começou quando o troiano Páris, filho de Príamo de Troia, raptou a mulher mais bela do mundo - Helena. Casada com Menelau, rei de Esparta, o rei declarou guerra à Troia devido ao ato ultrajante de Páris. 

 
Helena do filme Helena de Troia, interpretada pela italiana Rosana Potestà


A história de Helena é contada em dois filmes propostos por mim em meu plano de trabalho. O primeiro, Helena de Troia (Helen of Troy), de 1956; e o segundo Troia (Troy), de 2004. Os dois definitivamente possui abordagens diferentes: enquanto o primeiro foca mais na relação de amor entre Helena e Páris, na história entre os dois, o segundo mostra mais a guerra, as batalhas - talvez por ser um filme que considerado mais comercial.


Páris, interpretado pelo ator Orlando Bloom no filme Troia, 2004.

Além disso, as histórias são um pouco diferente uma das outras e em relação aos contos em livros. No filme Helena de Troia, Páris conhece sua amada após ser salvo pelos espartanos de um naufrágio. Em Troia, não fica explícito o modo como os dois se conhecem, mas pode-se deduzir que Páris foi convidado por Menelau para ser seu hóspede, sem citar nenhum naufrágio. No livros e contos, porém, a história da guerra começa quando as deusas Afrodite, Atenas e Hera tentaram possuir a maça de ouro oferecida por Eris, a deusa da discórdia. Zeus, então, convocou Páris, o homem mais bonito, a escolher qual das três deusas era a mais bonita. Cada uma delas ofereceu algo ao homem e ele escolheu Afrodite, que lhe ofereceu o amor da mulher mais bela do mundo (vocês lembram qual é). Páris foi à Esparta conquistar a mulher amada (novamente, nenhum naufrágio é citado) e é convidado de Menelau, assim como no filme Troia. 

Embora com suas divergências, a história é sempre interessante. Retratada de um modo ou de outra, a guerra causada por Helena ainda tem muitos aspectos a serem explorados e desenvolvidos, seja no amor, na batalha, no ódio ou até na ambição dos deuses. 

Abaixo os trailers de Helena de Troia e de Troia








Fonte: SOUSA, Rainer. Guerra de Troia. Disponível em <www.brasilescola.com/historiag/guerra-de-troia.htm> 2012